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Tecnologia

Features do Instagram traz vídeo horizontal de 90 minutos e Meta paga até US$ 500 mil a youtubers

Novo formato libera vídeo horizontal de até 90 minutos, já é testado por criadores brasileiros e vem com oferta de dinheiro a youtubers.

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Aplicativo do Instagram aberto na tela de um celular, em matéria sobre o Features do Instagram

O Features do Instagram, formato de vídeo horizontal que aceita até 90 minutos de duração, começou a ser liberado para um grupo limitado de perfis e já está em teste com criadores brasileiros, enquanto a Meta oferece de US$ 50 mil a US$ 500 mil a criadores consolidados do YouTube para publicarem vídeos longos na plataforma, segundo apuração do Business Insider. É a segunda mexida grande de plataforma na semana para quem vive de conteúdo, depois de a Rap Growing mostrar que o remix com IA no Spotify deve custar de US$ 4 a US$ 5 a mais no Premium.

O formato foi apresentado em 26 de outubro de 2026 e muda a regra que o Instagram manteve por anos. Até aqui, o teto de duração de um Reels era de 20 minutos, sempre em vídeo vertical.

Como o Features do Instagram funciona na prática

O vídeo longo é publicado em formato horizontal e ganha barra de progresso, pausa e controle de volume na tela, parecido com o que já existe no YouTube e no player do X. A partir dele, o criador pode montar até oito Reels que apontam para o vídeo completo.

A descoberta acontece por esses Reels e pela aba Explorar. Os vídeos também aparecem no Instagram para TV, o que explica por que a Meta vem tratando o formato como aposta de sala de estar, e não só de celular.

Adam Mosseri, chefe do Instagram, resistiu por muito tempo ao vídeo longo e descreveu o objetivo como uma “simbiose” entre curto e longo. Em sua explicação, Reels seguem como lanche rápido e o Features é a refeição completa. A porta-voz Megan Buckley confirmou ao The Verge que a liberação começou por um grupo limitado nos Estados Unidos.

Quanto a Meta está oferecendo e o que ela não confirma

Segundo o Business Insider, que conversou com pessoas a par das negociações, os valores propostos a criadores do YouTube vão de US$ 50 mil a US$ 500 mil, o equivalente a algo entre R$ 260 mil e R$ 2,6 milhões. Os contratos não exigiriam exclusividade, ou seja, o criador poderia seguir publicando no YouTube e em outras redes.

A Meta não confirmou valores nem condições específicas. A empresa afirmou que os detalhes dos acordos são confidenciais e disse estar entusiasmada para ver o conteúdo publicado. Tessa Lyons, vice-presidente de produto do Instagram, afirmou que a plataforma quer atender tanto criadores que já têm contratos com marcas quanto quem ainda está construindo o próprio negócio.

De acordo com o Hollywood Reporter, o formato começou disponível para criadores selecionados nos Estados Unidos que já tinham acordos com a Meta, com comédia e podcast entre os primeiros tipos de conteúdo.

O que isso muda para rap, podcast e projetos independentes no Brasil

Vídeo longo é o terreno natural de uma parte importante da cena. Cypher, sessão de freestyle, documentário de bastidor, entrevista de duas horas e audição de álbum são formatos que nunca couberam em 90 segundos e vivem no YouTube, como acontece com projetos tocados por produtores, caso do UnderSesh #14, em que 2V Hash entrou com “Postura”.

Se o Features pegar, esse material passa a disputar espaço dentro do aplicativo onde o público do rap brasileiro já está todos os dias, sem o salto para fora da rede. O risco conhecido é o da dependência: a régua de distribuição continua sendo escrita pela plataforma, como ficou claro quando o Spotify tirou 50 milhões de músicas de IA das recomendações e quando a Meta derrubou um vídeo de MC Cabelinho citando regra de IA.

O que ainda não foi informado

A Meta não divulgou quantos criadores brasileiros estão no teste, quais perfis foram escolhidos, se haverá pagamento para criadores do Brasil nem data de liberação geral. Também não há informação sobre divisão de receita de anúncio no formato.

O Canaltech registrou que o Brasil entra como laboratório do teste, sem que a empresa tenha explicado o critério da escolha. Não há, até a publicação desta matéria, limite oficial de duração confirmado pela própria Meta em comunicado público.

Fontes e créditos

Data do anúncio, funcionamento do formato, barra de progresso, oito Reels de chamada, aba Explorar, Instagram para TV, falas de Adam Mosseri e confirmação de Megan Buckley ao The Verge, além do teste com criadores brasileiros: Canaltech. Limite de 90 minutos, comparação com o teto de 20 minutos dos Reels e a imagem do lanche e da refeição: Fast Company Brasil. Valores de US$ 50 mil a US$ 500 mil apurados pelo Business Insider, ausência de exclusividade, resposta da Meta, fala de Tessa Lyons e informação do Hollywood Reporter sobre criadores selecionados nos Estados Unidos: O Observador, que reproduz a apuração. Foto: Marcelo Fischer / Canaltech. Conversão para reais calculada pelas fontes citadas. Não foram divulgados número de criadores brasileiros no teste, pagamento no Brasil, data de liberação geral nem divisão de receita.

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