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Remake de Ocarina of Time chega ao Switch 2 com 27 GB, cenas dubladas e um bug que congela a TV

O jogo saiu em 5 de novembro só no Switch 2, com trilha regravada, câmera livre e ocarina tocada por microfone, e já tem relato de travamento no modo dock.

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Cena do remake de The Legend of Zelda Ocarina of Time para Nintendo Switch 2, com Link em Hyrule

O remake de Ocarina of Time foi lançado em 5 de novembro, exclusivamente para Nintendo Switch 2, com cerca de 27 GB, cenas dubladas e a trilha de Koji Kondo regravada por orquestra. É o segundo grande lançamento de novembro a mexer com o público brasileiro de games, num mês que termina com o calendário de estreias puxado pela chegada do GTA 6.

A Nintendo não anunciou preço oficial em reais. Nas lojas americanas, a versão digital custa US$ 59,99 e a física US$ 69,99, com a primeira tiragem em caixa de capa texturizada enquanto durar o estoque inicial.

O que muda no remake de Ocarina of Time

A base é o jogo de 1998, mas pouca coisa chegou intacta. A iluminação foi refeita, as texturas reconstruídas e a meta de desempenho declarada é de 60 quadros por segundo. A câmera, que no original dependia de botão, agora é livre no analógico direito.

As cenas dramáticas principais ganharam vozes, com dublagem em inglês e japonês e opções de legenda. Os diálogos foram ampliados. A trilha de Koji Kondo foi regravada em versão orquestral, o que muda o peso das cenas sem alterar as melodias que o jogador reconhece.

A ocarina é o item com a mudança mais inesperada: além dos botões, dá para tocar as melodias assobiando, cantarolando ou aproximando um instrumento do microfone. O controle clássico continua disponível para quem não quiser isso.

O jogo ainda traz salvamento em nuvem, HDR em televisões compatíveis, suporte a amiibo, integração com o recurso Zelda Notes do aplicativo do Switch e um sistema de progresso chamado Threads of Time. Funciona em TV, mesa e portátil.

O bug que trava o jogo na televisão

Logo nos primeiros dias apareceu o problema. Jogadores relataram que o jogo congela na abertura quando o Switch 2 está na base, ligado à TV: a logomarca aparece, a imagem para de atualizar e, ao voltar ao menu do console, o som continua enquanto a tela segue travada.

A suspeita, segundo o Flow Games, que creditou a apuração original à Vice, é o VRR, a taxa de atualização variável que o Switch 2 passou a oferecer no modo dock. A causa não está confirmada e o problema aparece de forma aleatória, sem ocorrer no modo portátil.

O contorno que funcionou para parte dos usuários é desligar o VRR: nas configurações do console, abrir Tela, entrar nas configurações de VRR e desativar a opção. Não é correção oficial. A Nintendo ainda não se manifestou publicamente sobre o caso.

Preço no Brasil e o que fica em aberto

Sem anúncio oficial em reais, qualquer valor que circule precisa ser tratado como estimativa de loja, não como preço de tabela. Também não há confirmação de que a dublagem cubra o português brasileiro: o idioma aparece entre os suportados, mas sem detalhar se vale apenas para texto ou também para as cenas faladas.

Não há edição de colecionador anunciada oficialmente, e os amiibo de Young Link e Young Zelda estão previstos para 2027. O Nintendo Switch 2 em edição dos 40 anos de The Legend of Zelda saiu em 29 de outubro, e celebra a franquia inteira, não só este jogo.

Por que um remake de 1998 virou evento

Ocarina of Time é o tipo de jogo que serve de régua. Foi a passagem da série para o 3D e virou referência de design para gerações de desenvolvedores, o que explica por que um relançamento aparece ao lado de estreias totalmente novas no calendário do mês.

O movimento também tem lógica comercial clara. Catálogo reconhecível sustenta console novo, e a indústria vem repetindo a fórmula, de The Witcher 3 Remastered entregue como atualização gratuita a Final Fantasy VII Revelation rompendo exclusividade. A diferença é que a Nintendo cobra preço de lançamento por um jogo que muita gente já zerou.

Fontes e créditos

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